domingo, 1 de Novembro de 2009

Me desculpem, amigos!

Na impossibilidade de escrever a todos, a cada um pessoalmente, venho dar-vos um abraço enorme, assim... do tamanho do mundo! E um beijo daqueles bem carinhoso!
... o meu PC morreu...., nao resistiu às emoções das minhas loucuras... lollll!
Volto breve, juro. Morro de saudades de toda a gente. Adoro todos vocês.
Obrigada pelo carinho, amigos queridos.

Da Delirius, milhão de beijos, para durarem até à minha volta!

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

CARTA DE AMOR, ... de aMar!

Imagem tirada da net

NÃO É, NÃO!...

Parecemos crianças que jogam
ao gato e o rato
giramos à volta do mundo
no encalço dos passos
teus e meus
e as sombras de nós sobem e descem degraus
que passam para o outro lado do mundo
e de nós não se perdem
não

com jogo ou sem jogo p'ra brincar
seremos crianças enquanto felizes

mas... não é brincadeira
não

é sedução
ansiedade
é amor e paixão!

De: Delirius

Encontrei esta imagem na net (27588_im_grande)

a luz que se deita do teu lado todas as noites, é o fantasma de mim

e as estrelas penduradas do tecto do teu quarto são as particulas que se desagregam do meu ser real, os olhares que te guiam na noite profunda

não tenhas medo das sombras que te visitam, rebeldes, teimosas, ansiosas e também assustadas às vezes, sou eu, é só p'ra saber se tudo vai bem por aí,... nem das gotas de orvalho que orlam as rosas da tua janela, são para embelezá-la, ou da chuva que fustiga os teus telhados, nem do uivar do vento que te invade os poros pelas frinchas da tua porta

são a raiva de um bem querer sem permissão

De: Delirius

domingo, 4 de Outubro de 2009

À DERIVA!...

imagem da net

escrevo na memória da alma as palavras que não sei
e na memória do corpo o desejo que não posso

atormenta-me a lava que das tuas veias escorre
na minha boca
e nas letras que os teus dedos escrevem nos meus lábios o teu nome

o teu nome

pudera eu ser uma tela
e teria a pele mais linda
e estremecida
ao frágil toque dos teus pinceis desenhando
os teus desejos nela

não
não me fales ainda dos teus segredos
ainda não...
... espera por mim
preciso do teu abraço
e que me dispas desta angústia que me veste
e me rompas os cordões do espartilho que me sufoca
é que...
não lhes chego
os meus pulsos estão torcidos
e algemados nas minhas costas

e há este cheiro que me chama
que me atrai
e me entontece

sigo-te
à deriva por rios e mares
em areias movediças
ou em rochas de escarpas afiadas
onde rasgo os pés as mãos e o corpo

... e o teu coração pendurado no meu peito
talvez me reconheças

onde estás vida minha
que te perco!

Delirius

sábado, 3 de Outubro de 2009

COLHEITA


Houve uma altura em que me preocupava
com o significado das palavras; o seu
sentido tinha de corresponder a qualquer coisa de
compreensível, como se tudo no mundo tivesse
uma explicação. Por vezes, no entanto, havia imagens
que não tinham qualquer correspondência
com a realidade: flores abstractas cujas pétalas
eu colhera num campo da memória, uma a uma,
para as colar em cada verso. E essa contradição
entre o que eu queria dizer e o
que estava escrito, em que não havia
uma relação imediata com o pensamento,
inquietava-me. Porém, ao descobrir que
essa inquietação faz parte do poema, pus
de parte o significado, e limpei de pétalas a
página. Fiquei com as palvras no seu campo
de significações, verdes como as folhas
da primavera; e ao passar sobre os ramos da
frase, arranhando-me nas suas consoantes mais
ásperas, e respirando o ar fresco das vogais,
percebi que o sentido se encontra no gesto
em que lanço à terra a semente do acaso,
para que dela nasçam arbustos
em cujos ramos se abrigam os pássaros
que cantam nesta estrofe.

De: Nuno Júdice

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

INTROSPECÇÃO


Oh - pára um pouco, põe-te de pé,
retém o olhar neste horizonte
e escuta o murmurejar da tua vida
ai... a eterna despedida em cada onda
a sul, assim batida pela maré...
Oh - vê agora esse barco ancorado
que jaz tímido a teu lado,
ai... assim tão despido e esquecido das cores da juventude
pela salsugem do tempo e dos amores das ondas,
sereias encantadas, ai... deste e de outros mares...
Oh - repara, és tu, ai... que como ele te escondes
no ângulo mais recondito deste cais,
sofrendo o abandono da aragem mais fina e luzidia,
emerso no lodo e nas neblinas das manhãs
onde a pureza ai... até parece não voltar jamais...
Oh - desvenda os olhos, ai... rompe o nevoeiro que há em ti
e vem abrir os braços aos ventos varonis,
ai... deixa-os velejar ao sol do meio dia
e verás as cores de outrora a voltar e as velas a enfunar
ai... de tal paz, de tal alegria
que hás-de ter saudades de ti,
ai... quando partires na maré de um belo dia...
De: José Dias Egipto
Delirius

sábado, 26 de Setembro de 2009

TRAÇO COMUM


descalço-me de sombras para chegar a ti
as linhas do meu rosto são claríssimas
nelas não vês o velho, a criança, o adulto
vês apenas o traço comum
que é onde eu procuro a tua mão
na transparência da minha palavra inteira


De: Vasco Gato

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

HOJE VI O MAR DA MINHA JANELA!...

...! estava lindo o MAR!...



Delirius

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

A Katia Me Estraga Com Mimos!....

http://h-katia.blogspot.com/

... partilhou comigo uns tantos que também ganhou!
E eu, que sou um poço cheio deles (mimos), fico sempre assim... toda "babada"... rss!
Obrigada, querida!



Este abraço, achei o máximo! Amo abraços, de verdade!





... aqui me derreti de ternuras!... e no tricotar dos meus segredos eu conto p'ra vocês das 5 coisas que eu mais gosto:


- Viajar, mesmo em sonhos
- Amar, aMar, aMarTe
- Ler e escrever
- Cinema
- Sentir-me parte integrante de cada um dos elementos da Natureza



... lolll... aqui a coisa é mais séria!!!

“Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que, de alguma forma, nos incomoda - se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá…”


... o meu cartão vermelho é para:


- Injustiças sociais
- Toda e qualquer violência pessoal ou colectiva
- Cinismo, hipocrisia e arrogância
- A abominável mentira
- Me julguem levianamente
- Maltratem os que me são queridos
- Não me olhem nos olhos
- Maus feitios matinais
- Uma certa confusão entre Cultura e Sapiência
- Dar ou receber lições de moral


Repasso a:

Vivian
Tossan
Menino do Mar
Tatiana
Lidia

Abraço e beijo
Delirius

sábado, 12 de Setembro de 2009

... São Estrelas aos Milhares!...

.../

... coração terno, doce e sapiente
mãos mágicas que riscam e pintam como ninguém pensares e sentires que me deixam muda de espanto e emoção
meu corpo sopra sensualidades, vontades, desejos, paixão, urgências adiadas a cada dia e noite

tenho alma
por isso meu corpo está vivo
nela mora o amor imenso
e o amor, que é coisa da alma, nem sempre é possível escrevê-lo
e assim exultamos o silêncio
o silêncio é como as palavras, tal como Eugénio dizia:

"São como um cristal, as palavras. Algumas, um punhal, um incêndio. Outras, orvalho apenas."

estou num regresso lento à minha casa grande
que é nem mais nem menos do que a minha alma
a joia que Deus me ofereceu para que eu tivesse a certeza de que sou pessoa
sou um todo
não sou apenas matéria (eu acredito em Deus)
tinha-a deixado partir colada numa outra
não vivo sem ela, que é o meu olhar
o meu regresso é lento porque não quero perder nem uma
das particulas do Universo que observo e absorvo
e que gravitam em meu redor
detenho-me em cada lugar que retem de mim pedaços
são cheiros, afagos, vontades e sonhos
saudades de vida por acontecer

a noite está brilhante e quente
a lua gorda e linda
e o mar alí tão perto
posso até ouvir o rumor das ondas que se desembrulham na praia
é como quem abre um presente envolto em papel de seda

tive uma subita precisão de me abraçar
naquele mar
suplicar-lhe um tanto da sua energia
sentir na boca o sabor do sal
entontecer-me com a musicalidade dos seus sons
sentir no peito o calor de um afago
de um beijo
e no corpo o gemer da areia no enterrar dos meus pés
esta noite silente e solitária
soube-me tão bem

há momentos na vida em que um estar só assim
abraçada pelos quatro elementos da natureza
é um bem incomensurável
não resisti a um mergulho nas águas rebedes de sabor agridoce
gosto de sentir a roupa molhada colada na pele
tal como em abraços que gosto
espreguicei-me no meu lenço marroquino de cor jade

hoje apetece-me falar-te de noites de não dormir
de como me é grato este embalo sob o tecto do mundo
todo ele pintado de estrelas aos milhares
as estrelas "... beijos dados e roubados..." lembro

cada estrela é um beijo
cada beijo é um olhar
dou-me conta de quantos beijos guardo no coração
... céus... afinal se cada estrela é um olhar
quantos daqueles olhares me beijam na alma

há outros momentos na vida
são aqueles de um "não estar só..." quase assustador...

Delirius

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

A MINHA CASA GRANDE!

Salvador Dali (imagem digitada tirada da net)

Havia no hall da minha casa uma tela gigante, tinha pintado um mar bravo e belo!
As ondas primorosamente moldadas pelo coração de um artista único, pessoa linda, irreverente, de uma loucura fascinante!
Era mutante!
Criava formas de um Ser que me fascinava!
Era simultâneamente fogo e água!
Dos seus lábios escorria a seiva que escrevia nos meus o nome da paixão, nas mãos guardava as lágrimas do orvalho colhidas nas frescas madrugadas!
Aquela minha casa era enorme, tinha o dar e o receber, o ser e o ter, do tamanho do mundo!
Tinha montanhas e vales, e riachos perdidos entre margens verdejantes por desvendar, cascatas de água fresca, refúgio de nossos segredos, costumava perder-me nelas em abraços de amor guardados para sempre na memória dos tempos!


Um dia...
Ah!... tenho ainda no meu peito o sentir daquela tarde...
... um gelo!
... um vazio!
Tão gelado e vazio quanto as paredes daquele hall! A minha tela do mar..., não estava lá!

... subi e desci numa corrida desenfreada as imensas escadas entre o sótão e o jardim...
... abri gavetas e portas, vasculhei nos vãos da escada, nos esconsos do sótão...
... não queria acreditar...
Não tenho o hábito de chorar, mas naquele dia dei livre curso à raiva daquele gelo colado na minha alma!
Como rio que corre para o mar, assim o meu choro se misturou nas sombras dos passos que a levaram!


Havia um baú...
... guardava as tintas e os pincéis ainda sujos, eram azuis e verdes, vermelhos e laranja, e dourados...
... também guardava os cheiros, eram do mar e do rio e das cascatas, e do orvalho das madrugadas no jardim...e segredos de encantar!...
Perdi-me numa loucura que não sei dizer!
Fiz as malas e parti numa viagem sem tempo à volta do mundo, na procura daquele olhar, cor de mar!
Misturei-me nas sombras da noite, vasculhei becos e vielas, calcorreei ruas e travessas e estradas sem fim...
... peguei boleia do vento, pedi guarida às nuvens, lavei a alma nas chuvas e escrevi poemas de amor à luz dos relâmpagos!
Mas...daquele olhar, não encontrei nem rasto!


/...


Delirius